17 agosto 2011

Aquisição de US$ 12,5 bilhões promove mudanças e fortalece o mercado de TI

Consultor avalia possível transformação no mundo corporativo a partir da fusão Google-Motorola 
[fonte: information week


Com a aquisição da Motorola Mobility pelo Google muitas são as perguntas e especulações sobre os novos rumos que a empresa irá tomar, mas, principalmente, como essa negociação bilionária poderá impactar o mundo da TI corporativa.
O Google divulgou em seu blog oficial que a principal intenção da empresa é continuar investindo nos dispositivos móveis, especialmente na plataforma Android, mas com a negociação, a companhia também deve se valer de táticas de mercado. “A estratégia está em lançar devices aproveitando o crescimento exponencial do número de acessos a internet, via tablets e celulares, para atrair cada vez mais clientes para o próprio Google”, avalia Bruno Arrial, consultor da Frost & Sullivan no Brasil.  [continue lendo...]



Uma das vantagens da fusão é ganhar força fazendo frente às concorrentes Apple e Microsoft, e entrar de vez na briga pelo mercado de smartphones. No blog oficial o Google divulgou que com a aquisição vem acompanhada de 17 mil novas patentes. “Essa aquisição de patentes, em especial, será de grande importância para ajudar o Google, não apenas nas questões judiciais, mas, também, a ter maior poder de barganha até mesmo no mercado das telecomunicações”, ressaltou Arrial.
No mundo corporativo, a ideia do Google deve ser alavancar a adesão aos seus aplicativos como Google Apps, Sites, Gmail entre outros. “O smartphone inclui aplicativos do Google, portanto, acredita-se na possibilidade de lançar ferramentas para gestão de celulares se aproveitando das patentes da Motorola”, acredita o especialista. Nesse sentido, é provável que sejam lançados muitos dispositivos para concorrer, principalmente, com o iPhone. “Pode-se supor, inclusive, em uma versão exclusiva do Android”, concluiu.
O Google deixou claro que o Android continuará sendo aberto, mas, para que essa tecnologia seja bem sucedida também no mundo corporativo, o analista relembra que é preciso repensar a segurança oferecida por ele, afinal, o sistema aberto encontra resistência das empresas. “Com a parceria, é possível que revejam a segurança desse sistema”, comenta Arrial.
Estas questões, por enquanto, são apenas suposições. Segundo Arrial, “o ideal é esperar para saber o que pode acontecer”. Mas é certo que a fusão vai trazer muitos benefícios para o consumidor.  “Os usuários poderão aproveitar a concorrência para usufruir de maior tecnologia e melhores serviços”, completou.

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